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A discrepância salarial de gênero e suas consequências na ótica econômica


Os dados trabalhados pelo DIEESE, a partir da Pnad continua do IBGE, mostram a discrepância nos salários entre homens e mulheres não se resume apenas a uma questão de justiça social; ela reverbera profundamente na economia de uma nação, trazendo consigo um emaranhado de implicações.


Quando mulheres são remuneradas menos que homens pelo mesmo trabalho o que se desdobra é um desaproveitamento gritante de talentos e habilidades que poderiam ser potencializados economicamente. Essa má alocação de recursos humanos lança uma sombra sobre o potencial de crescimento econômico, tolhendo a capacidade plena da força de trabalho de se expressar.


Essa perversidade do sistema também impacta nas mentes das trabalhadoras, minando sua motivação e envolvimento. Quando se sentem desvalorizadas e sub-remuneradas, sua disposição para se empenhar no trabalho murcha, o que por sua vez debilita a eficiência e a competitividade das empresas. As mulheres, ao receberem menos, veem seu poder de compra reduzido, impactando diretamente o consumo e, por consequência, a demanda agregada na economia. Essa erosão do consumo afeta negativamente as empresas que dependem da fatia de mercado feminina, restringindo, assim, o crescimento econômico.


A disparidade salarial alimenta um ciclo perverso de pobreza feminina, pois mina os recursos financeiros das mulheres para prover suas próprias necessidades e de suas famílias. Tal cenário não só perpetua a pobreza ao longo das gerações, mas também amplia as fissuras socioeconômicas, comprometendo o desenvolvimento a longo prazo. É um fermento para tensões sociais, instabilidade política e um terreno econômico árido para a equidade. Essa desigualdade não apenas mina o tecido social, mas também obstrui o caminho para um desenvolvimento sustentável e uma coesão social genuína.


Essa diferença não um mero incômodo passageiro, mas sim um obstáculo para o crescimento econômico a longo prazo. Ao negligenciar o potencial e os talentos das mulheres, a economia renuncia a oportunidades preciosas de inovação, expansão de mercados e melhoria da competitividade global, comprometendo sua posição no cenário internacional.


Confira o relatório do DIEESE na integra:

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